Revista visão hospitalar guia de fornecedores

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O abandono da saúde no país

Estamos vivendo um período de grande inquietação. Os brasileiros voltaram-se aos desdobramentos polí- ticos. Todos os setores da economia brasileira estão vulneráveis com o cenário apreensivo diante do comportamento do executivo, legislativo e judiciário. No setor saúde temos presenciado a sociedade e toda imprensa atônitas com dúvidas, enganos e desinformações a respeito das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, principalmente no que se refere à microcefalia e seus impactos.

Por incrível que pareça estamos novamente às voltas com um assunto de saúde pública, vivido no começo do século passado. A população brasileira está apreensiva, defensiva e polarizada. É difícil não voltarmos ao passado e refletir sobre o que não foi realizado, no âmbito das políticas públicas de saúde. Erros causados por má gestão pública, que há décadas trata com descaso uma questão essencial para a saúde da população, e que impacta diretamente na questão do Aedes: o saneamento básico.

O Brasil não cuida de sua infraestrutura e enquanto isso continuar, seguiremos apagando incêndio, e infelizmente não temos mais tanta água para fazê-lo. Quando não há investimento em infraestrutura básica, a proliferação do mosquito não é uma questão de surto e sim de falta de prioridade nas políticas públicas. Estamos com a gestão no setor saúde comprometida. Não temos vacinas suficientes, nem recursos para pesquisas e investimentos em programas de prevenção às doenças. Há um aumento significativo de pessoas que contraem doenças e que poderiam ser evitadas.

E agora, de acordo com dados do Ministério da Saúde, os casos de gripe H1N1 começam a alarmar a população. Os números de infectados e mortos pela gripe H1N1, no primeiro trimestre deste ano, já é superior a todos os registros em 2015. Nós que defendemos o setor no Brasil, além dos inú- meros problemas que nos assolam, estamos imensamente preocupados com a superlotação no atendimento ambulatorial, porta de entrada do sistema.

A FBH, entidade representativa do setor hospitalar brasileiro, certa de seu compromisso, cumpre seu papel na tentativa de colaborar com o combate ao Aedes Aegypti e orienta o setor a seguir todo o protocolo de normas e padrões para minimizar a proliferação deste vetor.

Luiz Aramicy Pinto Presidente da Federação Brasileira de Hospitais “Nenhuma instituição privada é de maior interesse público do que um hospital particular”

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