Vice-presidente da FBH debate desigualdades regionais no atendimento às doenças raras em encontro técnico na Câmara dos Deputados

O vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e secretário-geral da Associação de Hospitais do Estado de São Paulo (AHOSP), Graccho Alvim, participará como palestrante do 10º Encontro Técnico iTEC Raras, que será realizado no próximo dia 18 de março, às 14h, no Auditório Freitas Nobre, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Inovação e Tecnologias em Saúde para Doenças Raras, em parceria com o iDNA Saúde, reunirá especialistas, gestores públicos, parlamentares e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento dessas enfermidades no Brasil.

Convidado para integrar a mesa técnica “A jornada do paciente com doença rara: diagnóstico, tratamento e transição para a vida adulta nas diferentes regiões do Brasil”, Graccho Alvim abordará os desafios estruturais e assistenciais enfrentados por pacientes com doenças raras no país, com ênfase nas desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde.

Em sua apresentação, o vice-presidente da FBH pretende destacar as diferenças na oferta de diagnóstico e tratamento entre as regiões brasileiras, além de apontar caminhos para fortalecer a organização da linha de cuidado e ampliar o acesso às terapias disponíveis.

Segundo Alvim, um dos principais gargalos na assistência a pacientes com doenças raras está no tempo e na capacidade de diagnóstico, frequentemente impactados pela concentração de serviços especializados em determinadas regiões do país.

“Vamos discutir a necessidade de equipes preparadas e de maior equidade no acesso, evidenciando as disparidades existentes e os desafios para avançarmos na assistência a esse público”, afirma.

Além de suas funções na FBH e na AHOSP, Graccho Alvim também integra a Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde de Pessoas com Patologias (CIASP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), onde representa a FBH nos debates sobre políticas públicas voltadas à atenção integral de pacientes com condições complexas e de alta demanda assistencial.