ANS abre Consulta Pública nº 170 para revisão das regras de contratualização na saúde suplementar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou, em 23 de março de 2026, a Consulta Pública nº 170, com o objetivo de revisar e consolidar as regras de contratualização entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou, em 23 de março de 2026, a Consulta Pública nº 170, com o objetivo de revisar e consolidar as regras de contratualização entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços.

A proposta visa unificar e atualizar o marco regulatório vigente, substituindo as Resoluções Normativas nº 503 e 512, ambas de 2022, promovendo maior simplificação, transparência e equilíbrio nas relações contratuais no setor de saúde suplementar.

O prazo para envio de contribuições é de 45 dias a partir da data de publicação, representando uma oportunidade estratégica para que hospitais e demais prestadores participem ativamente da construção de um ambiente regulatório mais justo e sustentável.

Participação dos hospitais é fundamental

A Federação Brasileira de Hospitais reforça a importância do engajamento das instituições hospitalares neste processo, considerando os impactos diretos da regulamentação sobre a sustentabilidade econômico-financeira, a operação assistencial e a qualidade do atendimento prestado à população.

A contribuição dos hospitais é essencial para que a nova normativa reflita a realidade do setor, especialmente diante de desafios recorrentes nas relações com operadoras.

Pontos de atenção para contribuição

Recomenda-se que as instituições apresentem suas contribuições de forma objetiva, técnica e estruturada, considerando:
Desafios contratuais atuais

• Glosas indevidas ou excessivas
• Prazos de pagamento incompatíveis
• Falta de transparência nos critérios de auditoria
• Desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos

Dificuldades operacionais

• Exigências administrativas excessivas
• Divergências nos protocolos assistenciais
• Retrabalho decorrente de processos não padronizados

Impactos assistenciais

• Interferência na autonomia médica
• Barreiras no acesso do paciente
• Atrasos na autorização de procedimentos

Sugestões de melhoria

• Padronização de cláusulas contratuais
• Definição clara de prazos, reajustes e regras de auditoria
• Transparência nos processos de glosa
• Mecanismos de mediação de conflitos

Particularidades institucionais

• Porte do hospital
• Perfil assistencial
• Região de atuação e desafios locais

Revisão de pontos estruturantes

Entre os temas em análise, destaca-se a revisão de critérios relacionados ao QUALISS, incluindo exigências atuais como a cobertura integral da assistência para certificação, o que poderá impactar diretamente a avaliação dos prestadores.

Chamado à mobilização do setor

A FBH orienta que as instituições organizem suas contribuições com base em evidências e experiências práticas, fortalecendo a representatividade do setor hospitalar neste processo regulatório.

A construção de um novo modelo de contratualização mais equilibrado depende da participação ativa de todos.