Congresso Brasileiro de Hérnia reúne cerca de 400 cirurgiões em SC

De jaqueline

O número de cirurgias para correção de hérnias da parede abdominal realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 557 mil em dois anos no Brasil

Começou nesta quinta-feira (07), em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, o VII Congresso Brasileiro de Hérnia da parede abdominal, organizado pela Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH). O evento – que reúne cerca de 400 participantes – é considerado o mais importante no que se refere à atualização científica e troca de conhecimentos no Brasil.

Ao todo, são 68 palestrantes, 74 aulas e dez cursos, entre eles, sobre o uso de toxina botulínica em cirurgias de hérnias, hands on, hérnia incisional complexa, como tratamos nossas recidivas , vídeo sobre suturas e outros.

Segundo o organizador local do Congresso e membro da comissão científica, cirurgião Pedro Trauczynski, o objetivo é oferecer atualização aos profissionais sobre as novidades no tratamento desta doença. “Estamos debatendo desde as técnicas tradicionais até o que há de mais inovador no tratamento das hérnias, reunindo grandes nomes nacionais e internacionais em aulas, palestras e muito networking. O objetivo final é sempre permitir que o paciente tenha o melhor atendimento em consultório”.

Outra novidade foi o lançamento das diretrizes do tratamento das hérnias de hiato gigantes – trabalho divulgado na revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e que deverá nortear profissionais de todo o Brasil.

Hérnias no Brasil

O número de cirurgias para correção de hérnias da parede abdominal realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 557 mil em dois anos no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo DataSUS. As hérnias são doenças altamente prevalentes e atingem até 20% da população adulta no país, conforme informações da Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH).

O crescimento foi de 36,5% ao ano, na comparação do período entre agosto de 2021 e julho de 2023. No primeiro ano foram 235.470 tratamentos de hérnias e, no segundo, 321.613. Do total de procedimentos, apenas 3.540 (0.63%) foram realizados com o uso de tecnologias minimamente invasivas, que permitem pequenos cortes.

De acordo com o cirurgião e presidente da SBH, Dr. Marcelo Furtado (SP), a técnica de videolaparoscopia é a mais utilizada nas cirurgias pouco invasivas e tem uma série de vantagens. “O paciente conta com redução no risco de complicações, menor dor pós-operatória, alta hospitalar precoce e pode voltar de forma mais breve para suas atividades cotidianas. Na rede privada quase a totalidade das cirurgias de hérnia são feitas desta forma, exceto os casos muito complexos que exigem o uso do robô ou a técnica de cirurgia tradicional [aberta]”.

Além disso, chega a 103 mil os casos de pacientes operados em situação de emergência, o que representa 18,5% dos atendimentos.

O vice-presidente da SBH, cirurgião Gustavo Soares (MG), alerta para os casos que levam a necessidade de cirurgia de urgência. “Geralmente são pacientes com hérnias abdominais encarceradas ou estranguladas, que causam dor intensa, vômito e pode interromper a irrigação sanguínea do órgão que está preso à hérnia, na maioria das vezes o intestino. Se o paciente não receber o atendimento adequado de forma breve essa complicação pode levar à gangrena e até a morte”.

O QUE SÃO AS HÉRNIAS – Trata-se de um defeito ou uma abertura nos músculos do abdome que permite que o intestino ou uma porção de gordura passe através dele, como explica Marcelo Furtado. “Podem ocorrer em qualquer idade, mas, atingem principalmente os adultos. Como trata-se de uma abertura na musculatura o tratamento é exclusivamente cirúrgico, com exceção da hérnia de hiato [no estômago] que pode ser tratada com medicamentos. Ainda que hérnias possam ocorrer em muitos lugares no corpo humano, elas são mais comuns na parede abdominal”.

DADOS DE SANTA CATARINA – No estado onde o CBH será realizado foram feitas 24.315 cirurgias de hérnias da parede abdominal em dois anos, com 2.219 casos de urgência e 65 procedimentos que utilizaram a técnicas de cirurgia minimamente invasiva.No primeiro ano foram 10.103 procedimentos e, no segundo, 14.212, com alta de 40.6% no período analisado.

Também inovamos com o workshop MULHÉRNIA, que visa reunir e divulgar o trabalho das nossas cirurgiãs da SBH e com a inclusão de uma dissecção cadavérica de parede abdominal em nossa programação

A nossa área de exposição está repleta de tecnologia e temos que agradecer a nossa Aliança Corporativa pela parceria em mais este ano.

Foto: Comunicore/ Divulgação

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