Dados e imagens proporcionam oportunidades valiosas de auxílio à tomada de decisão no setor da saúde

De jaqueline

Pensando na máxima que diz que uma imagem vale mais que mil palavras – concordo totalmente –, o que dizer então quando unimos dados e inteligência artificial às imagens na área da saúde? Indo mais longe, e quando nesta mesma equação contamos com a experiência médica para as tomadas de decisões?

Em plena era da transformação digital, aliar dados, imagens e o olhar do especialista traz ganhos valiosos para o setor de saúde, como assertividade de diagnósticos e de tratamentos, e o mais interessante, uma capacidade de atendimento exponencial. A escalabilidade de exames analisados e laudos emitidos ganham, definitivamente, um destaque importante.

Como exemplo, grandes volumes de imagens de raio-x ou tomografias computadorizadas, analisadas por algoritmos, colocam o paciente em outro patamar de tratamento, uma vez que cada caso passa a ser selecionado e priorizado conforme a gravidade. Tudo isso em tempo real.

O fato é que o big data proporciona oportunidades inimagináveis para as mais diversas empresas e mercados, fazendo com que a era digital viva, nesse momento, sua maior ascensão. Os dados na área da saúde se tornaram, assim, essenciais, e é possível dizer que com as mudanças aceleradas pela pandemia de COVID-19, até mesmo a Inteligência Artificial – que por natureza já entrega muita inovação -, torna-se muito mais eficaz quando associada aos dados.

As vantagens deste uso são rapidamente usufruídas pelo setor – instituição e paciente – resultando na melhora substancial do atendimento médico-hospitalar e consequente, contribuindo com a qualidade de vida da população.

Com a transformação digital, as instituições que se adaptarem ao universo dos dados de forma mais rápida, terão mais chances de cumprirem a missão de ajudar as pessoas.

Para se ter uma ideia do impacto da tecnologia no setor, segundo a pesquisa “Global Top Health Industry Issues 2021” da consultoria PWC, a nível global, o investimento dos negócios em telemedicina atingiu 4,3 bilhões de dólares no ano passado, um crescimento de 139% em comparação com 2019. Além disso, 93% dos profissionais do setor farmacêutico, afirmaram que a inclusão de elementos digitais tem sido importante durante a pandemia.

Assim, neste cenário cada vez mais marcado pelo cruzamento de informações automáticas, novas possibilidades de análises e uma medicina bem mais assertiva, o ecossistema da saúde passa a protagonizar uma nova realidade de extrema eficiência. E você, também já está pronto para essa convergência de tecnologias?

*Anthony Eigier é CEO e fundador da NeuralMed, startup que desenvolve soluções de auxílio à triagem e fluxo de pacientes nas instituições de saúde, utilizando a inteligência artificial para analisar imagens e textos médicos. É formado em Economia pela Northwestern University, fundou uma aceleradora de startups em 2012 e após isso, co-fundou uma startup de jogos para celular que que hoje é uma das maiores empresas do setor no Brasil. Atuou em um grupo de radiologia, desenvolvendo novos negócios e procurando maneiras de melhorar a produtividade.

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