Lideranças internacionais discutem os desafios para implementação da vacina covid-19 nos países de língua portuguesa

De jaqueline

A Federação Internacional dos Hospitais (IHF), em colaboração com a Federação Brasileira de Hospitais (FBH), a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), promoveu na última terça-feira, 25, um encontro virtual para debater a implementação e distribuição da vacina contra Covid-19 nos países de língua portuguesa.

O evento reuniu líderes do setor da saúde, que avaliaram os primeiros seis meses de implementação e distribuição da vacina, os desafios impostos aos países com menor poder aquisitivo para ter acesso ao imunizante, assim como casos de sucessos na promoção da imunização em massa.

A mesa redonda virtual “Desafios de uma pandemia: a implementação da vacina COVID-19 nos países de língua portuguesa” foi concluída com sucesso, contando com mais de 100 participantes de 27 países.

Na abertura solene do evento, o moderador do encontro, o professor da FioCruz, Paulo Marchiori Buss, contextualizou o cenário de extrema desigualdade mundial no acesso à vacina por diferentes nações. “Cerca de 85% das doses aplicadas no mundo estão em países de alta renda e pasmem: apenas 0,3% das doses foram administradas em países de baixa renda. É preciso mais que conversa, mais do que palavras. Não por parte deles o menor interesse em colaborar”.

Em sua mensagem de abertura, o secretário Executivo da CPLP (Portugal), Francisco Teles, lembrou que os maiores centros de distribuição de vacina no mundo são controlados por apenas 10 países e que é preciso que a comunidade internacional discuta o acesso ao imunizante de forma universal e equitativa.

O presidente da FBH, Adelvânio Morato, destacou a importância da união do setor saúde entre as nações para o enfrentamento da crise sanitária. Ele lembrou que a pandemia deixa ensinamentos e legados que dificilmente serão esquecidos e que “a perspectiva para este ano de 2021, com a vacinação de toda a população, é de um novo ciclo de desenvolvimento para o setor”.

O rápido progresso da ciência no descobrimento da vacina e o empenho da comunidade científica para dar uma resposta à pandemia também foi ressaltado pelo presidente da APDH, Carlos Pereira Alves. Entretanto, ele também pediu mais solidariedade aos países desenvolvidos no compartilhamento do imunizante. “Se não houver solidariedade global, não teremos resultados”.

O evento contou ainda com uma apresentação do diretor do Departamento de Regulação e Pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde, Rogério Gaspar, que abordou o papel da OMS no desenvolvimento de estratégias de aquisição de vacinas em plano global.

Ao final, um painel colocou especialistas dos governos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé Príncipe. Representando o Brasil, participou o secretário de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.

 

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