Setor de saúde investe em rastreabilidade para diminuir infecções hospitalares

De jaqueline

Fornecedora de serviços para hospitais, Zentys Medical teve aumento de 60% na procura por soluções de gerenciamento

Segurança e controle em procedimentos cirúrgicos é um assunto de extrema relevância e preocupação na área da saúde. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de um milhão de pacientes morrem por ano por infecções hospitalares em todo o mundo. No Brasil, estima-se que a taxa de contaminação chega a 14% das internações, conforme dados do Ministério da Saúde. Por isso, investir em uma solução de gerenciamento para a Central de Material de Esterilização passa a ser essencial para prevenir contaminação, além de controle de material para redução de custos e garantia de sucesso em cirurgias.

Clínicas e hospitais estão cada vez mais atentos e em busca de soluções para diminuir estes números, além de atender a Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012, Anvisa. Segundo a Zentys Medical, empresa que fornece equipamentos, insumos e serviços para o controle de infecção hospitalar, soluções cirúrgicas e esterilização, a procura por ferramentas de controle aumentou 60% no último ano. “Até pouco tempo, todas as áreas dos hospitais eram informatizadas, exceto a CME, que é um dos setores mais importantes dentro de um centro médico. Hoje, já temos no mercado soluções que permitem que a Central também seja automatizada, com controle de todo o instrumental, dando maior segurança e confiabilidade para todo o processo cirúrgico eletivo e não eletivo”, conta Soraya Capelli, CEO da Zentys. A empresa oferta para o mercado soluções da Hinno Technology, empresa que oferece um sistema completo de gerenciamento de todo o material esterilizado.

Este tipo de solução traz, além da rastreabilidade, uma gestão de CME que identifica todo o material utilizado em cirurgia, evitando extravios e garantindo que tudo passe pelo processo de reprocessamento e volte completo e esterilizado para uma nova cirurgia. “Dentro de um centro médico, este material é utilizado inúmeras vezes. Se acontece um caso de infecção hospitalar, a solução de rastreabilidade é capaz de identificar exatamente qual é o equipamento contaminado, para contribuir com o processo de investigação do tipo de alteração constatada, eliminando possíveis novos contágios, prezando sempre pela segurança do paciente”, conta Felipe Vilela, fundador e diretor de Operações da Hinno.

O sistema da Hinno é instalado nos computadores da CME e, através do software, nomeia cada caixa instrumental, fornecendo um código para cada instrumento. Assim, ao fim de cada procedimento, a solução diz exatamente para qual caixa o equipamento deve ser devolvido e todos os processos de limpeza, inspeção e esterilização que deve ser submetido. Além disso, também verifica se os materiais estão dentro da validade e quando deve ser reposto. É possível conseguir um registro, por exemplo, de quantas vezes aquele material foi utilizado em um mês e um relatório de produtividade da equipe. “Cada caixa cirúrgica pode conter mais de 200 instrumentos. Imagine o tempo que os funcionários da CME precisam para verificar cada etapa do processo para que o material retornasse para uma nova cirurgia? A gestão de CME agiliza muito esta demanda e garante que nenhuma caixa vá incompleta para a sala cirúrgica, evitando, assim, cancelamentos desnecessários e custos extras para a instituição”, completa Felipe. A solução também registra a conferência, embalagem, armazenamento, entrega e reconhecimento de todo este material. “O sistema vai conferir se tudo o que entrou na sala está saindo também, evitando a perda de um instrumental, por exemplo, esquecida no jaleco de alguém da equipe, descartada acidentalmente ou até, em casos raros, se esquecido junto ao paciente”, finaliza o executivo.

“Hospitais nos procuram para apresentarmos as melhores soluções e sabemos que esta é a mais completa do mercado. Ajudamos a identificar quando de fato necessitam da ferramenta, cuidamos de todo o processo de implantação, treinamento e acompanhamento durante todo o período de uso”, complementa Soraya.

Veja também