Delegação da Federação participa de um dos principais fóruns internacionais do setor, que reúne lideranças de mais de 90 países para discutir inovação, inteligência artificial, sustentabilidade e os novos caminhos da gestão hospitalar
A milhares de quilômetros do Brasil, a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) marcou presença em Seul, na Coreia do Sul, na abertura do 49º Congresso Mundial de Hospitais da Federação Internacional de Hospitais (IHF). A participação da delegação brasileira reforça o compromisso da entidade com a internacionalização do debate sobre a saúde hospitalar, o intercâmbio de experiências e a aproximação dos gestores brasileiros das principais tendências que estão transformando os sistemas de saúde em todo o mundo.
A comitiva da FBH é formada pelo presidente da entidade, Reginaldo Teófanes, pelo vice-presidente Graccho Alvim, pelo diretor-tesoureiro Adelvânio Francisco Morato e por Anis Mitri, presidente da AHOSP. A presença dos representantes brasileiros em Seul simboliza o esforço de levar a perspectiva do setor hospitalar nacional aos espaços internacionais de discussão, relacionamento institucional e construção de conhecimento.
Realizado de 20 a 22 de outubro, o congresso reúne cerca de 2 mil profissionais de mais de 90 países, entre dirigentes hospitalares, gestores, especialistas e lideranças da saúde. A programação contempla mais de 60 sessões e a participação de aproximadamente 250 palestrantes, consolidando o encontro como uma plataforma estratégica para o compartilhamento de experiências e a discussão de soluções aplicáveis aos desafios contemporâneos da assistência hospitalar.
Com o tema “Global Learning, Local Action for Every Patient” — aprendizado global, ação local em benefício de cada paciente —, o encontro propõe uma reflexão sobre como experiências bem-sucedidas em diferentes países podem contribuir para melhorar a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a eficiência dos serviços de saúde. Entre os principais eixos da programação estão a inteligência artificial, a transformação digital, a sustentabilidade, a liderança hospitalar e a modernização dos modelos de gestão.
“Para a FBH, participar desse ambiente significa ampliar a interlocução internacional da instituição e acompanhar de perto as mudanças que influenciam a organização e o financiamento dos hospitais, a incorporação de novas tecnologias e a qualificação da assistência”, destacou o presidente da instituição, Reginaldo Teófanes.
Para o ex-presidente da FBH, que há seis anos representa a entidade no Conselho Gestor da IHF, a presença do Brasil também representa uma oportunidade de compartilhar a realidade brasileira, marcada pela diversidade de modelos de atendimento, pela relevância da rede hospitalar privada e pelos desafios permanentes de garantir sustentabilidade econômica e qualidade no cuidado.
“Em um setor cada vez mais conectado, acompanhar a experiência internacional é fundamental para identificar oportunidades de cooperação, conhecer soluções inovadoras e fortalecer a capacidade de resposta dos hospitais brasileiros”, frisa Adelvânio Francisco Morato.
A participação também ganha relevância diante da transformação tecnológica que atravessa o setor. A inteligência artificial, a digitalização de processos, o uso estratégico de dados e as práticas de sustentabilidade estão redefinindo rotinas assistenciais e administrativas. O desafio, compartilhado por sistemas de saúde de diferentes países, é incorporar essas mudanças com responsabilidade, sem perder de vista a segurança, a qualidade e a centralidade do paciente.
“Ao integrar o congresso, a FBH dá continuidade à sua atuação internacional como entidade representativa da saúde hospitalar brasileira e membro do Conselho Gestor da IHF. A presença em Seul fortalece os vínculos com a comunidade hospitalar global e amplia as possibilidades de diálogo e cooperação em torno de questões que ultrapassam fronteiras”, acrescenta Reginaldo Teófanes.
Mais do que acompanhar uma agenda internacional, a missão da Federação é contribuir para que o conhecimento compartilhado nesses fóruns se transforme em referências e oportunidades para o desenvolvimento da rede hospitalar brasileira. A participação em Seul reafirma essa diretriz: conectar o Brasil às discussões globais para ajudar a construir hospitais mais eficientes, sustentáveis e preparados para os desafios da assistência contemporânea.