FBH reúne especialistas para discutir prevenção de incêndios, gestão de riscos e segurança nos serviços de saúde

II Fórum de Prevenção de Incêndios em Hospitais e Serviços de Saúde destacou a importância do planejamento, da gestão de crises e da continuidade operacional para a proteção de pacientes, profissionais e instituições

A segurança nos ambientes hospitalares exige mais do que estruturas adequadas e equipamentos de prevenção. Ela depende de planejamento, protocolos, capacitação e, sobretudo, de uma cultura permanente de gestão de riscos. Foi com essa perspectiva que a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) realizou, nesta terça-feira, 11, em Brasília, o II Fórum de Prevenção de Incêndios em Hospitais e Serviços de Saúde.

Realizado no auditório da FBH, o encontro reuniu gestores, profissionais da saúde, especialistas, representantes da área de segurança e demais participantes para discutir os desafios relacionados à prevenção e ao enfrentamento de situações de emergência em hospitais e serviços de saúde.

Com o tema “Segurança, Gestão de Riscos e Continuidade Operacional na Saúde”, o fórum reforçou que a prevenção de incêndios deve estar integrada à estratégia de gestão das instituições. Em ambientes hospitalares, uma ocorrência dessa natureza pode assumir proporções ainda mais complexas diante da presença de pacientes com diferentes níveis de mobilidade e dependência assistencial, equipamentos de suporte à vida, áreas críticas e a necessidade de manutenção contínua dos serviços.

Gestão de crise
Um dos destaques da programação foi a participação do vice-presidente da FBH, Graccho Alvim, que abordou o tema “Gestão de Crise e Continuidade Operacional em Situações de Emergência”.

Em sua apresentação, Graccho Alvim destacou a necessidade de que os hospitais estejam preparados não apenas para evitar ocorrências, mas também para responder de forma coordenada quando uma situação crítica acontece.

“Em um serviço de saúde, a resposta a uma emergência precisa ser planejada antes que ela aconteça. Não basta ter equipamentos ou protocolos formalmente estabelecidos; é fundamental que as equipes conheçam seus papéis, que os fluxos estejam definidos e que a instituição tenha capacidade de manter a assistência mesmo diante de uma situação adversa. Preparação é parte essencial da segurança do paciente e da própria sustentabilidade hospitalar”, destacou Graccho Alvim.

A abordagem colocou em evidência um dos principais desafios da gestão hospitalar, que é conciliar a resposta imediata a uma emergência com a necessidade de preservar a continuidade da assistência.

A perspectiva do Corpo de Bombeiros
A programação também contou com a participação do médico Coronel Roberto Miura, do Corpo de Bombeiros, que apresentou a palestra “Atuação Médica em Incêndios Hospitalares: A Visão do Corpo de Bombeiros”.

A apresentação trouxe para o debate a perspectiva operacional das equipes de emergência e os desafios específicos encontrados em ocorrências dentro de hospitais e serviços de saúde. A integração entre os profissionais da instituição e os órgãos responsáveis pela resposta às emergências foi destacada como elemento fundamental para reduzir riscos e ampliar a efetividade das ações.

Em situações de incêndio, cada minuto pode ser decisivo. Em hospitais, entretanto, a complexidade da evacuação e da transferência de pacientes torna a resposta ainda mais delicada. Por isso, procedimentos previamente definidos, comunicação eficiente e conhecimento das características da edificação são componentes indispensáveis dos planos de emergência.

Planos de emergência e protocolos de resposta
Outro momento importante do fórum foi a palestra “Planos de Emergência e Protocolos de Resposta para Hospitais e Serviços de Saúde”, conduzida pelo especialista em prevenção e combate a incêndios Wesley Pinheiro, que também atuou como moderador do encontro.

A discussão abordou a importância de protocolos claros e compatíveis com a realidade de cada instituição. Mais do que cumprir exigências normativas, os planos de emergência precisam ser conhecidos pelas equipes, testados periodicamente e permanentemente atualizados.

A preparação também envolve a identificação de vulnerabilidades, definição de responsabilidades, estabelecimento de rotas e procedimentos de emergência e realização de treinamentos capazes de transformar protocolos escritos em respostas efetivas.

“Esse debate promovido pela FBH reforçou que a prevenção de incêndios não pode ser tratada como uma responsabilidade isolada de setores de engenharia, manutenção ou segurança. Trata-se de uma agenda transversal, que envolve a alta gestão, equipes assistenciais, profissionais administrativos, engenharia clínica, facilities, segurança do trabalho e brigadas de emergência”, frisa o superintendente da FBH, Luiz Fernando Silva.

De acordo com ele, a discussão sobre incêndios hospitalares também está diretamente relacionada à segurança do paciente, à proteção dos profissionais, à preservação do patrimônio e à continuidade dos serviços de saúde.

O encontro também contou, em sua programação, com a Reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde, ampliando o espaço de diálogo entre representantes do setor, lideranças e parlamentares sobre pautas estratégicas para a saúde brasileira.

Assessoria/FBH