Einstein lança pós-graduação de três anos em Medicina Intensiva

De jaqueline

Iniciativa de dedicação integral, sediada no Einstein em Goiânia, busca expandir conhecimento da área, permitir formação prática de profissionais e contribuir na redução de desigualdade

Apesar do número crescente de médicos, o Brasil tem ainda menos médicos intensivistas do que seria necessário, ausência que é mais grave em algumas regiões do país. A fim de contribuir na melhora desse cenário, o Einstein lança a pós-graduação “Medicina Intensiva – Dedicação Integral”.

Realizado sob responsabilidade da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, como instituição formadora e responsável pela certificação do pós-graduado, o programa conta com atuação e aprendizados nas unidades públicas e privadas administradas pelo Einstein. O programa disponibilizará todo o conhecimento, práticas e ferramentas necessárias para capacitar médicos no atendimento de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), considerando suas complexidades.

“Essa é uma área na qual profissionais precisam estar preparados para tomadas rápidas de decisão, por isso essa pós-graduação fundamenta-se em atividades práticas on the job, ou seja, com um processo de aprendizado que combina teoria e prática. Com médicos experientes e renomados, iremos estimular as competências e as habilidades para termos mais profissionais não só em Goiás, mas nos demais Estados e Distrito Federal”, explica o Dr. Joan Rodrigues de Castro, médico intensivista e um dos coordenadores do curso.

De acordo com dados da “Demografia Médica 2023”, atualmente são 8.091 médicos especialistas na área, o que representa 1,6% de todos os registros de especialistas no país. As quatro áreas que mais concentram especialistas são: clínica médica (11,5%), pediatria (9,8%), cirurgia geral (8,4%) e ginecologia e obstetrícia (7,5%).

Além disso, há uma grande falta de profissionais fora das regiões das Sul e Sudeste. O número concentrando de hospitais e investimentos principalmente nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro acabam provocando a escassez principalmente nas regiões norte e centro-oeste que juntas somam 11,4% dos profissionais (3,1% e 8,3%, respectivamente) contra 54,8% no sudeste; 19,1% no Sul e 14,7 no Nordeste.

“Nosso objetivo é expandir cada vez mais todo o conhecimento que adquirimos nas unidades públicas e privadas que o Einstein administra, em São Paulo, Goiânia e Aparecida de Goiânia. Promover esse acesso significa atuar diretamente em melhorias na área de ensino em saúde, e ajudara a reduzir as inequidades do país”, afirma Olga Farah, diretora de ensino de pós-graduação do Einstein.

A pós-graduação “Medicina Intensiva – Dedicação Integral” tem duração de 3 anos, equivalente a uma carga horária mínima total de 7.820 horas, sendo 80% delas, de atividades práticas. Os estágios poderão ocorrer em Goiânia ou em São Paulo.

Para ter o título de especialista em medicina intensiva, é necessário realizar três anos de residência. Outros dois caminhos possíveis são acumular seis anos de experiência ou três anos de pós-graduação somados a mais três de atuação, desde que atue 20h semanais de forma ininterrupta nos últimos dois anos, em ambiente de UTI. Nestes dois últimos casos, o profissional precisa passar na prova de títulos para Medicina Intensiva junto à Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)

Goiânia foi a primeira cidade fora de São Paulo a ter uma unidade Einstein. No Estado, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, assumiu a gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) – Iris Rezende Machado, localizado na região metropolitana da capital.

Mais informações sobre a nova pós-graduação podem ser encontradas neste link.

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